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quinta-feira, 31 de março de 2011

Com este sol maravilhoso apetece estar na esplanada, na praia, em vez de estar aqui enfiada a trabalhar!! Ainda por cima parece que é Sol de pouca dura e não vai chegar ao fim-de-semana... oh:(
Valeu um almoço no exterior e caso o vinho tinto não faça grande efeito, não há desculpa para pedalar devagar no spinning, pois hoje tenho combustível suficiente!! O arroz de pato estava óptimo!! Viva a tasca, come-se bem e barato e o bolo princípe é irresistível!!
Tenho que ir à costureira com urgência, apertar a roupa, pois a roupa larga faz-me sentir que vesti um saco de batatas!! O que é bom sinal!!
Sinto que estou a ficar passada, quando preciso de tirar férias com urgência e não consigo tirar férias..... é melhor marcar uma semana, antes que perca o discernimento...

Não resisto, mais uma dos The Gift

quarta-feira, 30 de março de 2011

Os miúdos são um espectáculo, disse à minha afilhada que a levava a ver o filme das Winx e já me telefonou a dizer que o filme vai estrear amanhã!! Queria ir já amanhã a correr ao cinema!! Mas, vai ter que esperar uns dias!!


Um homem falido de David Lescot

Por convite da menina Green, fui à estreia desta peça de teatro, que gostei muito!! Adoro teatro, apesar de ir muito poucas vezes!! A interpretação de Rúbem Gomes está excelente!!

David Lescot é o autor da peça "Um Homem Falido", que se encontra em cena no Instituto Franco Português, em Lisboa. O espectáculo conta com a interpretação dos actores Rúben Gomes, Sylvie Rocha e Américo Silva, numa encenação de António Simão, com o apoio de Jorge Silva Melo. Esta produção dos Artistas Unidos foi traduzida por Marie-Amélie Robilliard e Joana Frazão e é dirigida a maiores de 12 anos.


O Homem que Encolhe
A trama tem três personagens, dois homens e uma mulher. Um casal sem filhos, onde o homem está desempregado, que se vai separar depois de lutarem em vão contra as dificuldades materiais e endêmicas do endividamento. Um Mandatário Liquidatário é nomeado para ajudar o homem a desfazer-se de todos os seus bens. Entre eles é estabelecido um jogo de conflitos de identificações e transferências. Ao levar o homem a livrar-se de tudo que possui, o Mandatário está envolvido numa espécie de experiência radical, ao ir observando um homem privado das suas propriedades, considerando talvez fazê-lo voltar à sua dimensão essencial. O Mandatário revê-se como o arquitecto da segunda vida do homem. Rendido à sua nudez, progressivamente privado de tudo, o homem deve inventar a nova existência que lhe é oferecida. Recuperar o que perdeu, ou aprender a viver “sem”. A acumular ou a desfazer-se ainda mais do que possui. Restando-lhe um último aliado na sua solidão: um mau livro, um romance de ficção-científica, The Shrinking Man; utilizando-o como manual de ética. A história de um homem que inexplicavelmente diminui três milímetros por dia, que deve enfrentar uma inevitável dissocialização e adaptar-se progressivamente ao que é ameaçador e hostil. Identificando o seu destino com o do homem que encolhe, o homem falido vê-se forçado a organizar a sua vida tendo em conta o seu novo estado. Como o seu modelo que mede dois centímetros de altura, abrir um frigorífico exige um esforço sobre-humano e um tempo desmesurado. “Consumir cada vez mais” - a orientação dominante da nossa sociedade, reverte-se. E tudo o que se segue: ele não precisa mais do que um espaço vital reduzido ao mínimo, de dormir apenas alguns minutos por dia, porque à sua volta a escala de tempo mudou, etc. Apertado entre as entrevistas com o Liquidatário e as conversas com o livro, a existência do Homem Falido assume a forma de uma série de recomeços sempre abortados. Deduzindo ex absurdo que sua esposa o abandonou porque ele não tinha quase nada, ele imagina que ela voltará se ele não tiver realmente nada. E assim visita pontualmente a mulher, dando-lhe a ver, sem resultado, o espectáculo do seu decrescente estado. Adquirindo pela experiência uma aguda consciência da relação filosófica entre o direito e a propriedade, o Homem Falido procura diminuir o mais possível, de forma a reverter contra si próprio o acordo com o Mandatário Liquidatário e também a melhor maneira de reconstruir a sua vida. E pode muito bem ser que a encontre.
David Lescot 

terça-feira, 29 de março de 2011

"O amor é, por definição, um prémio sem mérito. Se uma mulher me diz: eu amo-te porque tu és inteligente, porque és uma pessoa decente, porque me dás presentes, porque não andas atrás de outras mulheres, porque sabes cozinhar, então eu fico desapontado. É muito melhor ouvir: eu sou louca por ti embora nem sejas inteligente nem uma pessoa decente, embora sejas um mentiroso, um egoísta e um canalha."

Milan Kundera, in "A Lentidão"

Milan Kundera é sem dúvida dos meus escritores preferidos, adorei este trecho deste livro, que já li em tempos. Este escritor entende bem as diferenças entre homens e mulheres, a forma como a aborda nos seus livros é bastante interessante, será ele um verdadeiro canalha? Neste páragrafo está bem reflectido o que que queremos de um homem e o que temos na realidade. Mas, confesso que já poderia ter dito a última frase a alguém!!
“An invisible red thread connects those who are destined to meet, regardless of time, place, or circumstance. The thread may stretch or tangle, but it will never break” - an ancient Chinese belief.
 
Gostei deste pequeno texto, que expressa bem a ideia que eu tenho do amor, é amar e ser amado, porque uma depende da outra, é este equílibrio que traz a liberdade, a felicidade!! Gosto do amor com intensidade, nem o imagino de outra forma, é daquelas coisas em que sou radical, ou amo ou não amo!!

segunda-feira, 28 de março de 2011

O verniz da semana

A minha última aquisição Andreia 69, um roxo escuro, fica lindo!!

A Lealdade é um Amor que Esquece o Mundo

Só se é realmente leal quando se está sujeito a alguém ou a algo. Aí, onde mesmo um sonho pode ser senhor. Na sujeição de quem serve uma causa, na sujeição de quem se submete a um chefe, na sujeição à pessoa amada, na sujeição do sentimento e na sujeição do dever, no sacrifício da liberdade, da razão e do interesse. No desperdício e no desprezo do que está à vista e do que está à mão, é nesta desagradável situação que se acha ou não acha a lealdade. É por ser selvagem e servil, mas só a um senhor, que a lealdade tem valor. É muito difícil ser-se leal, mas só porque é muito difícil seguirmos o coração. A lealdade é um amor que esquece o mundo.

Ao escolher um amigo, e ao ser-se amigo dele, rejeitam-se as outras pessoas. Quando estamos apaixonados, é através dessa pessoa que amamos a humanidade. O amor ocupa-nos muito. E para os outros, não fica quase nada.

Não se consegue ser leal ao ponto de calar o coração. Mas sofremos com as nossas deslealdades. Sabemos perfeitamente o que estamos a fazer, quem sacrificámos, e porquê. É por causa da consciência da nossa imperfeição que o ideal da verdadeira lealdade não pode ser abandonado ou alterado. O facto de ser incumprível não obriga a que se arranje uma versão softcore, mais cómoda e realista. É preciso aguentar. A lealdade é uma coisa tão cega e simples de determinar quanto é difícil de determinar quanto é difícil de seguir.
Miguel Esteves Cardoso, in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa'



Inception

Já vi o filme a semana passada, mas só agora decidi escrever este Gostei, mas não adorei, um filme de ficção com uns efeitos especiais excelentes, adorei a construção arquitectónica através da imaginação da mente. O tema do filme fascina a humanidade, o mistério do sonho, o domínio da mente, o dominar os outros, são desejos da humanidade. O Leonardo di Caprio, apesar de fisicamente não ser o meu tipo de homem, acho-o um excelente actor. Achei foi o filme demasiado longo, 2 horas e meia....... ufa.....
A mim os sonhos também me intrigam, mas porque sonho muito e com intensidade, às vezes quando acordo tenho que raciocinar para perceber se os sonhos são verdade ou não, tenho que ter um timimg para voltar à realidade, aliás vi o filme a seguir à corrida e claro, não deu bom resultado porque adormeci duas vezes a ver o filme e sonhei, sonhei, enfim.....